Quintessência


Não havíamos marcado hora, não havíamos marcado lugar. E, na infinita possibilidade de lugares, na infinita possibilidade de tempos, nossos tempos e nossos lugares coincidiram. E deu-se o encontro.

Rubem Alves

Cheguei para conhecer o quarto ano da escola Criativa Idade Sistema Educacional em 2018, a convite da querida Teresa Mesquita de Paula (referência em educação e inovação na cidade de Poços de Caldas). Tivemos nossa primeira reunião e ela me perguntou a respeito do meu plano de ação. Esperado e parte do protocolo, hora do passo a passo. Hora de apresentar linearmente cada uma das estratégias, ações, ferramentas. Minha proposta não é linear, meu trabalho não é construído apenas de maneira teórica. Para ser ética e fiel ao que acredito decidi ser o mais honesta possível e disse, que por ainda não conhecer a turma, não tinha um plano de ação. Isso não significa que meu trabalho não tenha embasamento teórico-científico, ao contrário, eu estudei muito e por muitos anos. Isso me permitiu a liberdade que tenho hoje, de construir meu trabalho em ação. Teresa sorriu e soube que fui entendida e que minha filosofia tinha sido aceita. Eu sabia, sob o olhar quântico/sistêmico que qualquer plano de ação que minha mente racional pudesse conceber, seria totalmente transformado quando eu conhecesse a turma.

Encontrei crianças cheias de vida, em conflito consigo mesmas e umas com as outras. O ruído era imenso, muito barulho. Trinta segundos de silêncio era um desafio. Notei que não conseguiam olhar para dentro e quando eu propunha estes momentos era doloroso para elas. Crianças gostam de fazer barulho e brincar o tempo todo e é maravilhoso. A questão não é escolher brincar e fazer barulho e sim a falta de opção em silenciar. A grande questão é não ter escolha. Percebi neste cenário o que estamos fazendo com nossas crianças. A sociedade do fazer não permite o mergulho interior, nos torna reféns do mundo externo. Sem este mergulho não existe a possibilidade de desenvolver um relacionamento consigo mesmo. Nos tornamos robotizados, reativos, pré-programados. Esta escolha, ou melhor, falta de escolha gera uma cascata de consequências: conflitos, violência verbal ou física, limitação da criatividade, falta de empatia. Vamos nos tornando menos humanos se não olhamos para dentro. Ao contrário, quando nos permitimos silenciar e observar nossos movimentos internos transformamos nosso cérebro e nosso comportamento, nos tornamos mais saldáveis. É dentro de nós mesmos que encontramos nossos princípios, dons e talentos, damos sentido a nossa vida e podemos exercer de forma consciente nossa autonomia. Um ser autônomo é aquele que é regido por leis internas e não externas. Não segue as regras porque teme ser punido e sim porque sabe a importância de segui-las e concorda com elas.  É um processo de descoberta de princípios e valores que acontece de dentro para fora.

Você quer uma criança obediente? Ouse dar um mergulho dentro de você e perceba se é isso mesmo que deseja. Eu quero autonomia para minha vida e para as crianças que são tocadas pelo meu trabalho. Não confunda com anomia, que Piaget descreve como a ausência de regras. Autonomia são regras que possuem alma, sentido e vida. Este conceito está em sintonia com a proposta da Criativa, uma escola que forma gente boa. Mas como facilitar este aprendizado senão em um belo mergulho de dentro para fora? A física, ciência que estuda a natureza, descobriu que somos feitos de um vazio repleto de potencialidade. Em outras palavras, o vazio não é tão vazio assim. Podemos fazer um paralelo com o silêncio. Será que ao silenciar, podemos fazer brotar nossa criatividade, nossos dons e talentos?

A turma dos elementos, nome escolhido por eles como grupo, descreve bem o que encontrei. Muito pensamento (ar), impulsividade (fogo), teimosia (terra), emoções a flor da pele (água). Potências da natureza em forma de crianças. Coma ajuda da Paula (professora da turma), que deu todo o apoio para este trabalho, fui ganhando minha autonomia neste projeto piloto. Conversamos muito sobre nossos desafios, cooperamos e este é um dado essencial, sem ele os resultados seriam outros. A possibilidade de mudança seria reduzida de forma significativa. Foi uma aventura! Eles conseguirem se organizar para brincar de pega-pega das emoções foi nossa primeira conquista juntos. Presenciei uma criança ocupando seu lugar no grupo e para isso só precisou ser olhada nos olhos, ouvida e observada como capaz. O encantamento ao perceberem que podiam ser um grupo e que meninos e meninas podiam conviver e celebrar juntos seus aniversários (nas palavras das próprias crianças). Encantaram-se com as garrafas da calma e como pensamentos e sentimentos podem afetar seu dia a dia. Podiam fazer escolhas e treinar os dragões do medo, da raiva, da indecisão. Vi eles brincarem como grupo, ainda com conflitos, mas com enormes progressos. Me contaram como conseguiram ficar nove minutos em silêncio. Olhar para dentro, de olhos fechados ainda não é natural, mas agora possível. Confesso que comecei esta jornada achando que ajudaria bem pouco, esta era minha hipótese inicial. Atuar com crianças maiores em encontros esporádicos não traria grandes benefícios. Presenciei o efeito borboleta, que defende: pequenas mudanças podem causar resultados muito diferentes. O bater das asas de uma borboleta aqui poderia causar um furacão do outro lado do mundo? Meu bater de asas na Criativa poderia causar uma onda do bem? O seu bater de asas pode impactar os resultados coletivos? Se eu tivesse dito não a este trabalho, os resultados se manteriam? Creio que não, meu pequeno bater de asas transformou de alguma forma a experiência que viveram em grupo. Isso é nítido para mim hoje, mesmo que não consiga medir milimetricamente. Minha hipótese inicial se demonstrou incorreta.Sou imensamente grata por esta oportunidade e estou feliz por ter dito sim a este trabalho.

A turma dos elementos ainda os define bem. Silenciar e mergulhar internamente já é uma possibilidade. Encontraram o quinto elemento, a quintessência, definida pelo Dicionário online de Português como “o que há de melhor, de mais apurado,importante excelente, […] essencial. ” Reencontraram a si mesmos. Este é o fim da jornada? Sinto que é só o começo!

A Pipoca – Rubem Alves


A pipoca

Rubem Alves

A culinária me fascina. De vez em quando eu até me até atrevo a cozinhar. Mas o fato é que sou mais competente com as palavras do que com as panelas.

Por isso tenho mais escrito sobre comidas que cozinhado. Dedico-me a algo que poderia ter o nome de “culinária literária”. Já escrevi sobre as mais variadas entidades do mundo da cozinha: cebolas, ora-pro-nobis, picadinho de carne com tomate feijão e arroz, bacalhoada, suflês, sopas, churrascos.

Cheguei mesmo a dedicar metade de um livro poético-filosófico a uma meditação sobre o filme A Festa de Babette que é uma celebração da comida como ritual de feitiçaria. Sabedor das minhas limitações e competências, nunca escrevi como chef. Escrevi como filósofo, poeta, psicanalista e teólogo — porque a culinária estimula todas essas funções do pensamento.

As comidas, para mim, são entidades oníricas.

Provocam a minha capacidade de sonhar. Nunca imaginei, entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu.

A pipoca, milho mirrado, grãos redondos e duros, me pareceu uma simples molecagem, brincadeira deliciosa, sem dimensões metafísicas ou psicanalíticas. Entretanto, dias atrás, conversando com uma paciente, ela mencionou a pipoca. E algo inesperado na minha mente aconteceu. Minhas idéias começaram a estourar como pipoca. Percebi, então, a relação metafórica entre a pipoca e o ato de pensar. Um bom pensamento nasce como uma pipoca que estoura, de forma inesperada e imprevisível.

A pipoca se revelou a mim, então, como um extraordinário objeto poético. Poético porque, ao pensar nelas, as pipocas, meu pensamento se pôs a dar estouros e pulos como aqueles das pipocas dentro de uma panela. Lembrei-me do sentido religioso da pipoca. A pipoca tem sentido religioso? Pois tem.

Para os cristãos, religiosos são o pão e o vinho, que simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, a mistura de vida e alegria (porque vida, só vida, sem alegria, não é vida…). Pão e vinho devem ser bebidos juntos. Vida e alegria devem existir juntas.

Lembrei-me, então, de lição que aprendi com a Mãe Stella, sábia poderosa do Candomblé baiano: que a pipoca é a comida sagrada do Candomblé…

A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido.

Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a idéia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos.

Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu, ninguém jamais poderia ter imaginado.

Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas!

E o que é que isso tem a ver com o Candomblé? É que a transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa — voltar a ser crianças! Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.

Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos.Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.

Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: PUF!! — e ela aparece como outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.

Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está representado pela morte e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca. É preciso deixar de ser de um jeito para ser de outro.

“Morre e transforma-te!” — dizia Goethe.

Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre os piruás com os paulistas, descobri que eles ignoram o que seja. Alguns, inclusive, acharam que era gozação minha, que piruá é palavra inexistente. Cheguei a ser forçado a me valer do Aurélio para confirmar o meu conhecimento da língua. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar.

Meu amigo William, extraordinário professor pesquisador da Unicamp, especializou-se em milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro da pipoca. Com certeza ele tem uma explicação científica para os piruás. Mas, no mundo da poesia, as explicações científicas não valem.

Por exemplo: em Minas “piruá” é o nome que se dá às mulheres que não conseguiram casar. Minha prima, passada dos quarenta, lamentava: “Fiquei piruá!” Mas acho que o poder metafórico dos piruás é maior.

Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.

Ignoram o dito de Jesus: “Quem preservar a sua vida perdê-la-á”.A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo a panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.

Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira…

“Nunca imaginei que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu”.

Texto:  Rubem Alves

Fonte: http://www.releituras.com/rubemalves_pipoca.asp

Quer saber como deixar de ser piruá?  Conheça a SOW, venha semear uma nova vida.

http://danirolim.com/cursos-e-treinamentos-sow/

 

Caminhos da Educação: o que tem sido educar e o que pode vir a ser…

“A estória do príncipe que virou sapo é a nossa própria estória. Desde que nascemos, continuamente, palavras nos vão sendo ditas. Elas entram em nosso corpo, e ele vai se transformando. Virando uma outra coisa, diferente da que era. Educação é isto: o processo pelo qual os nossos corpos vão ficando iguais às palavras que nos ensinam. Eu não sou eu: eu sou as palavras que os outros plantaram em mim.”

Como terapeuta e pesquisadora tenho constatado esta realidade. O processo de educação nos afasta de quem verdadeiramente somos. Nosso inconsciente é repleto de registros da cultura, da tradição, do modo de ser e agir daqueles que conviveram conosco, em especial na infância. Mas sinto que estamos começando a despertar para uma nova possibilidade. E se pudêssemos nos lembrar de quem verdadeiramente somos e ajudar as crianças a desenvolverem seu pleno potencial, a serem quem são? Com certeza daríamos um salto quântico no conceito de educação.

” Meu corpo é um corpo enfeitiçado: porque meu corpo aprendeu as palavras que lhe foram ditas, ele se esqueceu de outras que, agora, permanecem mal… ditas…”

Hoje sabemos,que as crianças até aproximadamente 6 anos de idade, possuem apenas ondas cerebrais mais baixas. As ondas beta, as ondas da consciência normal de vigília, ainda não foram ativadas em seu pleno potencial. Isto permite a elas apreender o mundo mais facilmente e rapidamente e também a imitar a visão de mundo dos adultos. Acontece que, com o passar do tempo, podem acreditar que esta é a visão delas próprias. Será que você foi enfeitiçado? Qual palavras “mal… ditas…” habitam seu inconsciente? Segundo os especialistas, temos duas mentes, uma consciente e criativa responsável por 5% de nossas escolhas. E outra inconsciente, nosso piloto automático, responsável por 95% de nossas escolhas. Você vive sua própria vida ou uma repetição infinita de padrões que foram gravados em seu inconsciente? Você já deve ter percebido que é um desafio mudar hábitos e se desfazer de crenças limitantes. Quantas metas para o ano novo são deixadas de lado logo no primeiro dia? Mas hoje temos instrumentos para limpar os registros desfavoráveis que o prendem a uma vida sem significado. Estes instrumentos dão a você a oportunidade de viver a sua vida criativa, ser o que veio ser e realizar seu propósito de vida.  Imagine uma educação onde não somos preparados apenas para servir ao sistema vigente, mas que nos prepare para ser quem verdadeiramente somos? Chega de feitiços e de uma educação que nos afasta e afasta nossos filhos de quem são de verdade.

“Procuro despir-me do que aprendi”, dizia Alberto Caeiro. “Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram, e raspar a tinta com que me pintaram os sentidos, desencaixotar minhas emoções verdadeiras, desembrulhar-me, e ser eu…”

E é por isto que proponho espaços terapêuticos dentro das escolas. Um processo puramente pedagógico não da conta dos desafios complexos da transformação. Um processo pedagógico informa o que precisa ser transformado, um processo terapêutico habilita a viver a transformação. Todo educador, seja ele pai, mãe, tio, professor tem o potencial de um terapeuta. Quando acolhemos nossas crianças é o terapeuta em nós em ação. Acontece que muitos ainda não sabem como lidar com seu mundo interior e por isto não podem ampara este aprendizado. Tenho visto isto em ação inúmeras mães que atendo. Geralmente me procuram para que eu atenda seus filhos. Quando lhes digo que ela é que precisam relembrar quem verdadeiramente são o silêncio se faz. Toda uma lógica cartesiana cai por terra. E conforme elas vão se lembrando de quem são, do que vieram realizar e passam a usar seu pode de co-criação de forma consciente tudo se transforma. E o que mais me emociona e me alegra é que as crianças ficam mais livres para fazerem o mesmo. Escuto relatos do tipo: o meu filho está mais carinhoso, já não briga para tomar banho e escovar os dentes, está mais seguro, etc… E elas entendem finalmente que é o adulto que precisa abraçar em primeiro lugar a própria transformação.

“Uma bela imagem para um mestre! Uma bela imagem para o educador: fazer esquecer para fazer lembrar!”

Sonho com o dia em que espaços terapêuticos estejam disponíveis para toda a comunidade escolar, no mundo todo. Para que isto se torne realidade será o próximo passo da pesquisa científica do Criança Quântica. Mas enquanto isto não acontece, abrace seu processo de transformação e transforme tudo a sua volta. As crianças e o mundo agradecem.

Seja bem-vindo ao mundo das infinitas possibilidades!

Para saber mais a respeito do Atendimento Personalizado clique no link abaixo:         http://danirolim.com/atendimento-personalizado-2/

Citações: Rubem Alves em A alegria de ensinar. Editora Papirus, páginas 35 e 37. Disponível no site: https://goo.gl/QZkGKg

 

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Usar 100% do nosso cérebro é possível?

 

Chegou a hora de integrar conhecimentos.

Segundo Bruce Lipton, biólogo PHD e autor de a Biologia da Crença, dizer que usamos 10% de nosso cérebro é uma lenda urbana. Mas de onde veio este número? Antigamente, os cientistas pensavam que apenas os neurônios, que são 10% do tecido cerebral exerciam alguma função no cérebro. As outras células foram chamados de células da glia. Até hoje, se formos pesquisar, vamos encontrar a informação de que elas apenas têm a função de dar suporte aos neurônios. Sabendo disto, não é difícil imaginar o porquê ficou definido que usamos apenas 10% de nosso cérebro, já que temos 10% de neurônios. Contudo, a ciência vem demonstrando que os outros 90% tem funções surpreendentes. Eles podem até mesmo ativar ou desativar neurônios, eles dão todo o contexto, todos os detalhes, toda a paisagem. Assim como os neurônios, são uma parte funcional do cérebro e também responsáveis pela integração de toda atividade cerebral. Temos acesso a 100% do cérebro sempre, o que acontece é que os hábitos e padrões limitam o nosso cérebro as redes neurais que são reforçadas ao longo do tempo. Como começar a perceber o mundo e a nós mesmos de forma holística, sistêmica ou quântica? Ao invés de simplesmente repetir os padrões, as memórias, os registros em todas as situações que vivenciamos? Pense em um desafio na sua vida atual. Agora perceba como se sente. Agora procure memórias semelhantes, memórias estas que geram os mesmos sentimentos em você. Provavelmente são muitas situações que vivenciou estes mesmos sentimentos e temas em sua vida. Relacionamentos tóxicos, frustração, traição. Seja qual for a situação, percebe que ela se repete? Pois bem, como experimentar uma vida criativa?

E se pudéssemos ajudar na integração dos dois hemisférios cerebrais? Já imaginou ter a capacidade de sentir e pensar ao mesmo tempo? Seu cérebro inteiro funcionando e não mais somente os caminhos neurais formados pelos seus hábitos e crenças. Como foi colocado no vídeo do TED Ed, talvez não de uma vez, por causa do desperdício de energia. Mas sem o vício de ativar sempre as mesmas redes neurais e colocar a mesma química no seu sangue e comunicar as mesmas informações as células do seu corpo.

Vejo muitos artigos falando dos benefícios da ginástica cerebral para a aprendizagem. Bem como críticas ferrenhas ao que chamam neuromitos. Mas não são apenas os educadores que estão acreditando em neuromitos, mas a própria ciência dissemina dogmas já ultrapassados. Veja o caso da plasticidade cerebral, até hoje muitas pessoas acreditam que depois de uma certa idade o cérebro não muda mais. E o que dizer do determinismo genético? São exemplos de como a ciência pode passar a ideia de que chegou a uma “verdade”.

Um artigo bem interessante para você ler é: Os nerobiomecanismos do aprender. Ele fala a respeito da importância do ambiente, dos processos cognitivos internos, das emoções e defende o intercâmbio de estímulos. Aprender não é “uma absorção passiva de conteúdos” escolares, aprendemos a todo instante.

Outro artigo interessante que encontrei chama-se: Professores falando sobre neurociência e educação. Contudo, por mais que práticas como o Brain Gym ainda sejam bem criticadas, prefiro aguardar um pouco mais para tirar minhas conclusões. Até bem pouco tempo atrás, falar em meditação e yoga nas escolas era impensável. Hoje os estudos respaldam estas práticas. A meditação modifica o cérebro. Todas as dimensões do ser: emocional, social, espiritual e cognitiva devem participar do aprendizado. Como vamos fazer isto no sistema que coloca as crianças sentadas o tempo inteiro e as padroniza? Aprendemos com o corpo e cruzando ou não a linha média do corpo ele deve ser convidado a participar e não apenas no recreio. O que eu sei é que as crianças amam os exercícios e se divertem.

Cruzar a linha média do corpo, segundo Bruce Lipton, seria capaz de gerar Superaprendizagem e fazer com que seu hemisfério cerebral direito trabalhe em sintonia hemisfério cerebral esquerdo. Isto não seria uma questão de dominância cerebral, na qual um indivíduo teria preferências sobre um dos lados do cérebro, pois usamos os dois lados o tempo todo. Seu cérebro direito é visual, intuitivo e holístico. Enquanto o esquerdo é verbal, lógico e analítico. E se pudéssemos experimentar a vida com a mente e coração em sintonia? Com a lógica e os sentimentos de mãos dadas? Seria uma experiência bem mais completa certo? Quando os dois hemisférios cerebrais trabalham em sintonia, quando estão sincronizados poderíamos acessar mais informações e saber melhor o que fazer com elas. Finalmente você teria acesso a paisagem inteira.

Aqui está o link do vídeo que inspirou este artigo, só encontrei em inglês.

https://youtu.be/4ZNi68xVDWU

Bem-vindo ao mundo das infinitas possibilidades!

Gente que realiza… professores do novo milênio.

Os educadores do novo milênio são realizadores e partem para ação. Como se tornar um educador do novo milênio? Aqui você encontra algumas dicas. Aproveite!

Realizar quer dizer, tornar as coisas concretas, colocar em ação e manifestar no mundo. Os educadores do novo milênio entendem isto e partem para a ação. O mundo e especialmente a educação precisa de pessoas com esta qualidade. Costumo dizer que quando trata-se da Pedagogia ou Psicopedagogia não temos carência alguma de produções científicas. Artigos existem abundantemente com ideias inovadoras. E onde estaria o problema? Bem, nosso maior desafio é diminuir o abismo entre a teoria e a prática. É por isto que quando chega a mim relatos como o da professora Cláudia Arruda Feitosa, meu coração se ilumina. No ano de 2016 ela ousou ir além com sua turma.

Nossos caminhos se cruzaram em uma sala de aula online, no curso Salto Quântico na Mente do professor Wallace Liimaa, orientador do projeto Criança Quântica. Ele, como toda pessoa que realiza, inspira outros a serem realizadores e sou a prova viva disto. Sementes cuidadas, regadas e em solo fértil crescem, florescem e dão fruto.  O lindo agradecimento feito pela professora Claudia em seu projeto está em sintonia com o que acabo de afirmar:

Agradeço de coração e alma ao mestre e amigo professor Wallace Liimaa, por suas valiosas lições e sacadas quânticas que estão contribuindo para uma mudança de paradigma mundial. Pela amiga e irmã, Daniele Rolim, com certeza um encontro quântico! Pela sua disponibilidade e percepção amorosa da educação brasileira, pela assessoria incrível, por todas as dicas, treinamento e direcionamento do trabalho, sempre disposta e com sabedoria nas opiniões.

Aqui vou compartilhar com você algumas ações da professora Cláudia que são inspiradoras.  O mundo e as crianças agradecem. Mas antes, quero apresentar 3 atitudes essenciais para serem desenvolvidas .

Atitude 1:

Um passo importante para a ampliação da percepção é saber que a primeira pessoa que precisa ter sua percepção ampliada é o adulto. ampliar a percepção é como subir no alto de um monte e poder ver mais do que via antes. Você ser que você veja uma cidadezinha ao longe, outras montanhas, coisas que não via antes. Para que você se dê bem utilizando os instrumentos, antes suba no monte interno para ver mais. Os instrumentos servem como apoio e não fazem nada por si mesmos. Um telefone por exemplo, é um instrumento que facilita a comunicação. Mas se você não for até ele, discar e falar com quem deseja, ele não servirá para nada por si mesmo. Com os instrumentos em sala de aula é a mesma coisa. De nada adianta usar as melhores técnicas, os mais novos instrumentos e metodologias e não ter consciência do que está fazendo. O primeiro passo é abraçar a própria transformação e vivenciar em sua própria vida os instrumentos antes de levá-los para as crianças. Lembre-se: os instrumentos não fazem nada sozinho. 

Atitude 2:

Sabe aqueles dias que até um sorriso irrita? Quando você não se sente no seu melhor e mesmo assim precisa ir trabalhar? Pois é, ao chegar na sala de aula parece que seus alunos adivinharam, todos estão fora de controle e ao final do dia você pode estar sentindo que foi atropelada por uma caminhão. Já passou por algo assim? E se eu disser que seus alunos não adivinharam nada, eles apenas entraram em ressonância com o sinal que você enviou para eles. E no final do dia a onda da informação enviada estava enorme e você provavelmente estava se sentindo pior do que estava no começo do dia. O seu pensamento e sentimento  unidos emitem um sinal e estar consciente do sinal que está emitindo permite que você mude os sinais desfavoráveis. Assim é possível transformar os resultados ao final do seu dia.

Atitude 3:

Você pode escolher o sinal que você emite. Uma maneira bem eficaz é começar seu dia silenciando a mente. A ciência vem demonstrando que a meditação pode transformar seu cérebro. Se você quer ter um sinal mais favorável sabe o que não pode faltar? A gratidão. A gratidão pode transformar um sinal desfavorável em um favorável imediatamente. Você costuma pensar em suas metas? Já ouviu dizer que fazer uma lista do que quer realizar pode ajudar você a concretizar esta lista de forma mais rápida? Mas o que dizer da lista das coisas que já conquistou? Faça uma lista da gratidão todos os dias, teste e volte para me contar os resultados. Provavelmente você terá menos dias em que tudo sai do controle. Seus resultados tanto em casa quanto na escola começarão a mudar, para melhor.  

 As crianças meditando.  (Foto da professora Cláudia com a autorização dos pais dos alunos)

Garrafa da Calma. (Foto da professora Cláudia com a autorização dos pais dos alunos)

Relato da professora Claudia:

 Os alunos assistiram ao filme: Como treinar seu dragão.

 Conversamos sobre o filme.

Treinamento de Dragões, lemos e discutimos as 10 lições do filme Como treinar seu dragão.

Exemplo: Os alunos questionaram como podemos treinar um dragão se não temos um? Devolvi a pergunta para eles: será? O que o dragão faz quando se sente ameaçado? Resposta: Cospe fogo! Novamente perguntei: em alguns momentos cuspimos fogo? Eles logo entenderam e responderam: quando sentimos raiva, xingamos alguém, batemos, chutamos portas ou objetos….

O que precisamos fazer quando despertamos o dragão interior? Acalmá-lo, reconhecendo as emoções, responderam os alunos.

Durante todo o trabalho cada oportunidade foi preciosa e de muitos aprendizados, mesmo quando um desafio surgia para mostrar o que precisava ser mudado ou analisado por uma perspectiva diferente.

Urubus e Sabiás

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Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam… Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza eles haveriam de se tornar grandes cantores. E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão para mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamam de Vossa Excelência. Tudo ia muito bem até que a doce tranqüilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas para os sabiás… Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa , e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito. — Onde estão os documentos dos seus concursos? E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvesse. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam simplesmente… — Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem. E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás…

 Rubem Alves – Estórias de quem gosta de ensinar.

E o que fazemos com nossas crianças sabiás? Fazemos com que elas esqueçam seu próprio canto, que esqueçam seus dons e talentos. Não damos a chance que sejam quem são. Formatamos, encaixotamos, robotizamos. Em nome do que? De um sistema que não favorece todas as dimensões do ser. Quantas doenças podem ser evitadas, quantos conflitos, quantos violência?

O mundo pode ser mais belo! Teimo em dizer: temos mais a aprender com uma criança do que ensinar. Criança vive no presente, segue os ritmos da natureza. Tem contato com seu interior e sabe, em cada célula, que somos Um. Imagina, cria mundos com maestria. Imaginação não é coisa de criança, é instrumento de co-criação da realidade. Quer aprender a visualizar com riqueza de detalhes? Brinque de faz-de-conta com uma criança. Quer aprender a estar presente no agora? Passe mais tempo com uma criança, deixe que ela seja o mestre.

Agora você pode estar dizendo: quantas crianças mal educadas vejo por aí? Não sei bem se é apenas falta de educação. Falta de amor… com certeza. Criança não precisa apenas de escola particular, tênis da moda, ipad, iphone ou qualquer coisa que possa ser comprada. Não estou dizendo que ter coisas é ruim. Não acredite em mim, teste. Criança quer a presença dos pais, quer ser olhada nos olhos, entendida, ouvida. Criança quer uma boa brincadeira ao ar livre, quer correr, brincar. Brincando ela aprende mais do que quando está na escola. Damos amor quando dedicamos nossa atenção, nosso foco. A nossa energia está onde está nosso foco. Criança precisa aprender que tem bastante energia e que a energia é abundante. Tem mais do que o suficiente para todos. E como ela aprende isto? Quando seus pais podem lhe dar atenção. Richard Gordon, criador do Quantum Touch, ensina de forma prática a como compartilhar amor. Ao focarmos no outro com nosso melhor olhar, estamos enviando amor. Veja a criança que convive com você através dos olhos do amor. Deixe-a cantar a sua canção. Seja ela sabiá, periquito, andorinha, rouxinol…Que o canto venha da alma. O mundo precisa e agradece!

Bem-vindo ao mundo de infinitas possibilidades.

 

Eu Amo o meu Trabalho!

É com uma alegria imensa que compartilho com vocês uma iniciativa incrível!!!

Liliane Moreira conta histórias de pessoas que encontraram o seu propósito de vida e o estão colocando em ação.

A entrevista que dei para o Eu Amo o meu Trabalho ficou linda!

Gratidão, gratidão, gratidão!

 

 

 

http://www.amomeutrabalho.com.br/para-mudar-o-que-esta-recebendo-mude-o-que-esta-emitindo/

Como treinar o seu dragão? Nossa sombra, nossos instintos, nossas crianças.

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Hoje assisti: Como treinar seu Dragão 2, já tinha assistido o 1 e me apaixonei ainda mais. Fiz muitas analogias e quero compartilhar com você. Se você está disposto a abraçar sua transformação e quer um mundo melhor para si e para nossas crianças, este texto é para você. Porque assim como aqueles Vikings estavam errados quanto aos dragões, não agimos de forma muito diferente quando o assunto é nossa sombra, nossa criança interior ou nossas crianças.

Bem, no filme eles tinham por única opção matar os dragões. Afinal, dragões cospem fogo, podem matar e são muito poderosos. Nossa sombra, nossos instintos e nossas crianças também e por muito tempo usamos de estratégias semelhantes. Ignoramos, negamos, jogamos para debaixo do tapete, aprisionamos, negligenciamos, torturamos. Vou parar a lista por aqui…risos. Insistimos em negar nossa natureza selvagem. Gosto da explicação de Clarissa Pinkola Estés no livro Mulheres que Correm com os Lobos. Ser selvagem não tem nada a ver com ser incontrolável e perigoso e sim com ser natural, ser quem é. E em nossa sociedade moderna, com todos os seus avanços tecnológicos inegáveis, estamos nos tronando verdadeiramente bons em sermos artificiais. Temos amigos virtuais, uma vida virtual, usamos nosso Avatar (nossa máscara) para andar nas ruas e nos relacionar. Quanto as nossas crianças? Sejam elas externas ou internas tentamos dominá-las, domesticá-las, robotizá-las. Mas uma potência da natureza não pode ser dominada por muito tempo. Então o que podemos fazer? O filme apresenta dicas excelentes. Se não assistiu, por favor, assista. Imaginemos a história como sugere Clarissa em seu livro quando fala dos contos de fada. Pense em todos os personagens como sendo uma parte de você mesmo. Então o Dragão poderia representar bem nossos instintos e o menino nossa parte domesticada repleta de medo. Mas juntos eles são imbatíveis. Chegou a hora de nos relacionarmos com nossas profundezas, nossos dragões internos. Só assim seremos capazes de olhar as crianças com respeito pelo que são.

Toda a comunidade daquele menino matava dragões e ele aprendeu a ser amigo de um dragão. Ele era a vergonha do pai e da comunidade. Mas quanto mais aprendia com seu mais novo amigo, o dragão, mais seguro, poderoso ele ficava. Passou a conhecer e a perceber mais do que todas as pessoas do seu convívio. A Quântica nos ajuda neste processo de ampliar horizontes, perceber mais, enxergar além. Pense quanta coisa se esconde dentro de nós mesmos e o quanto podemos aprender com elas. O menino mudou as coisas, mostrou que tudo que sabiam a respeito de dragões, tudo o que estava nos livros estava errado. Depois de muita luta, conseguiu ensinar a todos a serem amigos dos seus dragões. Dr Hew Len, o responsável por trazer para o ocidente o ho’oponopono, nos diz que o relacionamento mais importante de nossas vidas é o da nossa mente consciente com nossa mente inconsciente. Ele chama nossa mente consciente de mãe e o inconsciente de criança. Este é um relacionamento que vale a nossa dedicação. Como vai seu dragão interno? Quanta luz pode trazer ao mundo este relacionamento? O quanto isto pode beneficiar nossas crianças?

No segundo filme, ele encontra sua mãe e descobre que ela também não gostava de matar dragões, por isto havia fugido. Ela vivia rodeada de dragões. A força feminina em nós, aquele que nutre sabe disto e precisamos reencontrá-la. Uma coisa me chamou a atenção, existia um dragão, todos os outros dragões o obedeciam e ele por sua vez cuidava de todos. Todos obedeciam, menos os filhotes. Os filhotes não obedecem a ninguém. E queremos a cada dia crianças obedientes. Mas venho falando que ideias são poderosas, elas criam mundos. A Quântica comprova isto e eu pergunto: quais as ideias por detrás dos seus atos? O que significa um ser obediente? Uma pessoa obediente precisa sempre de alguém que mande o que deve ser feito. Obediência vai na contramão da autonomia. Nossos atos precisam estar pautados na consciência do porquê fazer certas coisas e não fazer outras. Colocar o dedo na tomada não é uma boa certo? Mas isto é um aprendizado, que é feito de modo processual. Receitas de bolo são para os obedientes, aceitar os desafios do processo de construção de si mesmo é coisa para os seres autônomos.

 

Em certa altura do filme, o menino tenta fazer o papel de pacificador com um homem que queria dominar tudo e todos. Ele estava ferido, por dentro e por fora e não via nada além de dominar. E eu pergunto: Aonde o medo e a sede por poder está nos levando? Queremos dominar tudo, até mesmo a natureza. Competimos, domesticamos nossos filhos e alunos em prol do progresso, da sociedade, da comunidade, é o que escuto por aí. Conversa para boi dormir, dominamos porque temos medo. Não sabemos mais nos relacionar com nossos instintos, nossa sabedoria profunda e tememos que ela saia por aí colocando fogo em tudo. Mas não vejo outro caminho, só o amor pode nos salvar.

 

Mais adiante, o homem que decidiu dominar tudo, aparece com um dragão líder e ele vence o dragão que vivia com a mãe do menino e cuidava de todos. Este líder dos dragões, dominado pelo homem amedrontado e ferido o que faz? Hipnotiza os dragões. Agora eu pergunto: Com quantas pessoas zumbis você convive todos os dias? Nada adianta, nenhum esforço de nossa parte para trazer um pouco de bom senso e luz, não escutam, não fazem relações entre os fatos, estão adormecidos. Nós mesmos adormecemos algumas vezes. E o homem ri do menino, adestrador de dragões levando todos os dragões hipnotizados para acabar com a aldeia em que o menino nasceu. E quem salva o dia? Os filhotes! O que vai nos salvar? Nossas crianças! Nossos filhos, nossos alunos e nossas crianças interiores.

No final vem a afirmação: somos poucos, mas o que nos difere daqueles que querem dominar e destruir? Porque podemos apesar de sermos poucos em número transformar o mundo? O que temos de diferente? Temos nossos dragões. E eu digo mais, podemos transformar o mundo à medida que vamos aprendendo a nos relacionar com os nossos dragões. União é a chave e o que une é o amor.

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Vamos falar de autonomia?

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Autonomia é coisa para quem sabe viver. Quem subiu em árvores, correu, brincou, conviveu olho no olho. Autonomia é construída no cotidiano desde a mais tenra idade. Como chegar para um adolescente e exigir que seja autônomo se nossa sociedade continua a educar seres servis? Qual o comportamento de um animal em cativeiro? Ou vai tentar fugir com todas as forças ou desistir. Pobres crianças sem brilho, obedientes a um sistema doente que as chamam de ajustadas. Pobres crianças “problemas”, cujo brilho não conseguimos compreender.

Bateu a nossa porta, o resultado está aí e a tal autonomia quer se manifestar. Ser autônomo é saber seu papel no mundo, desenvolver dons, talentos, ter propósito. O ser autônomo sabe estabelecer regras para o convívio em grupo, mas sabe também questionar as que não mais favorecem a todos. Um ser autônomo é criativo, faz relações das mais diversas. Tem um intelecto desenvolvido e um espírito que ilumina seus passos. Não é um ser quebrado, fragmentado, manipulável. O sistema teme seres autônomos. Até quando vamos deixar que façam de nossas crianças seres sem brilho, engaioladas? De nada interessa se a gaiola é de ouro ou de ferro em brasa.

Na natureza tudo prospera, tudo é abundante. Porque não prosperamos como humanidade? Já fizeram esta pergunta e a resposta que encontraram está no filme Thrive Prosperar. Só recomendo que tire um tempo para isto e assista até o fim, para saber que existe uma luz no fim do túnel. Contudo, esta luz depende de nós, de nosso despertar.

Você quer que seu filho seja autônomo? Se a resposta é sim o que tem feito? Qual é a proposta da escola onde ele estuda? A autonomia faz parte do currículo escolar? Qual é o seu papel como pai, mãe, avó, tio, não importa, desde de que você seja o responsável pela criança. Nos tornamos seres fragmentados, adultos desfacelados que já não dão conta do próprio estado interno. Medicalizamos nossas dores. Precisamos buscar primeiro a nossa cura, nossa transformação, nossa autonomia. Damos remédios e mais remédios a nossos filhos pensando estar fazendo o melhor. Bem, não é o que os estudos demonstram. Fomos domesticados pelo sistema. E o que interessa ao sistema? Lucro. Isto mesmo, não é seu bem-estar ou o bem-estar do seu filho. Vidas são números e se você e sua família estiverem doentes melhor para os negócios.

No ambiente escolar procuramos educar cidadãos críticos e autônomos que sentam um atrás dos outros, não podem emitir opinião e sua única função é repetir conteúdos cada dia mais absurdos para passar no vestibular. Sim, este ainda é o modelo da grande maioria das escolas. Pensamento, sentimento e ação em total desarmonia. Dentro de nossas casas distribuímos ordens uma atrás da outra como se este fosse o papel dos adultos junto as crianças. Está certo, aprendemos assim. Mas somos seres inteligentes certo? Os resultados estão sendo bons? Sinto ser eu a lhe dizer: o governo não vai melhorar as coisas na sua vida, você vai. Sempre me emocionei muito com Fernão Capelo Gaivota de Richard Bach. Fernão queria voar, mas uma gaivota, segundo o bando, não foi feita para voar. Foi feita para lutar por comida. O que seu bando está dizendo para você? Isto favorece seu desenvolvimento? Se não favorece seu desenvolvimento, sua saúde física e emocional como vai favorecer o desenvolvimento do seu filho? Já parou para questionar porque não prosperamos como humanidade?

Segundo Piaget existem três tipos de desenvolvimento moral: anomia, heteronomia, autonomia. Existem muitos adultos na fase da anomia, tudo no meu tempo, sem preocupação com o TODO, com as consequências. Heteronomia é aquilo que desenvolvemos em nossos filhos quando dizemos: obedeça, sem questionar. Autonomia é diferente, as regras são entendidas e respeitadas porque tem uma razão, um propósito que a pessoa entende com consciência e por isto respeita. Mas como respeitar regras que não foram acordadas em conjunto? Quantas regras descabidas em nossa sociedade? Envenenamos nossa comida, trabalhamos para servir ao sistema que escraviza nossas almas. Nosso sistema de saúde deveria chamar sistema da doença, pois na verdade ele serve a isto. Mas podemos mudar. A mudança começa dentro de cada um de nós. Sejamos autônomos primeiro e as crianças também serão. A Revolução silenciosa está aí, e temos até um modelo para nos apoiar neste processo. A Quântica veio demonstrar que quer saibamos disto ou não estamos co-criando a nossa realidade. Co-criemos com consciência.

Se você me acompanhou até o fim deste artigo com certeza é uma pessoa que busca o despertar da consciência. Compartilhe, existem muitos por aí como você, esperando um sinal de fumaça. Comente, marque seus amigos. Basta uns poucos de nós para que tudo mude, um pouco mais de 1400 pessoas para alcançarmos a massa crítica da transformação. 1400 pessoas vivendo de forma mais favorável, não apenas falando a respeito disto. De onde tirei este número? De um estudo que diz que a raiz quadrada de um por cento da população pode mudar tudo. E aí? Vem comigo?

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7 ATITUDES essenciais no relacionamento pais e filhos…

 

 

As crianças já não são as mesmas de alguns anos atrás, isto é um fato. Muitos pais não sabem como se relacionar com as novas crianças. Já tentaram o modo tradicional e isto só aumentou o caos. Me acompanhe neste artigo até o final e você terá uma boa ideia de como ter resultados mais favoráveis no relacionamento com seu filho.

Primeiro, um comportamento descontrolado não surge do nada. A criança está pedindo socorro da maneira que pode ou sabe. Estes momentos podem ser transformados em oportunidades ricas para um aprendizado para vida toda. Estamos em desenvolvimento, não importa a idade que temos, imagine as crianças. Coloque-se no lugar delas. Quantas coisas a aprender em tão pouco tempo: andar, falar, ir para a escola, se relacionar com o mundo, com outras crianças, dentre tantas outras coisas. No contexto quântico o conflito é visto como oportunidade para aprender a dar uma resposta mais assertiva. Criança precisa brincar, se divertir, pular, explorar o corpo. Ela tem este instrumento incrível e está aprendendo a explorar todas as potencialidades.

Temos a cultura de pensar que a vida do adulto é que é desafiado, a da criança é um mar de rosas. Já escutou a frase: Nossa que problemão este do meu filho, como eu queria ter este problema para resolver. Isto é olhar apenas pelo seu ponto de vista, mas para seu filho aquilo pode significar muito e seu papel é dar suporte para que ele aprenda a lidar com as mais diversas situações. Dar apoio, não significa dar ordens do tipo: faça assim, faça assado. Significa ajuda-lo a construir este conhecimento de dentro para fora. Com as birras isto não é diferente.

Agora vamos as 7 atitudes… Elas tem o potencial de transformar para melhor o relacionamento com seus filhos.

  • 1 – Nomear as emoções

Segundo a Quântica os nossos pensamentos e emoções formam uma onda eletromagnética que se comunica com o Universo. O nosso olhar está co-criando nossa experiência de vida. Se tivéssemos tido a oportunidade de desenvolver habilidades socioemocionais nos ambientes familiar e escolar certamente nossas experiências seriam mais favoráveis e com menos conflitos dolorosos. Mas agora como adulto você pode aprender e desta maneira contribuir com a cura de toda a sua linhagem familiar. Não está gostando do que está recebendo? Transforme o sinal que está emitindo. Seu filho vive fazendo birra? Descontrolado? Observe como você age nestes momentos. Você está contribuindo com o conflito ou com a solução? Uma boa dica é ajudar as crianças a nomearem seus sentimentos. Você entra em uma loja e seu filho quer um brinquedo que você não vai comprar naquele momento. Seu filho se descontrola. Respire fundo e vá falar com ele, abaixado e olho no olho. Eu sei que você está com raiva por não poder levar o brinquedo hoje, mas gritar não vai resolver. Não se esqueça, é um processo e vai melhorando com o tempo. Não é só a criança que está aprendendo, você também está. Estão aprendendo juntos.

  • 2 – Dar sugestões

Você está no parque, chegou a hora de ir para casa. A gritaria começa. Como disse anteriormente, nós adultos também precisamos aprender a nos autorregular, pois ainda é muito forte em nossa cultura nos descontrolarmos mais do que a criança. Geralmente começamos a gritar junto. E o que isto está ensinando? Criança aprende por imitação. Não estou dizendo que nunca me descontrolo, sou humana, mas posso dizer que o descontrole se transformou na exceção e deixou de ser a regra em minha casa. Portanto, primeiro acalme-se. De nada adianta as dicas se seu interior está em conflito. Lembra quando aprendeu a andar de bicicleta? Alguns tombos fizeram parte do processo certo? Mas você aprendeu. Aqui não é diferente, se continuar tentando de verdade, vai aprender. Tenho acompanhado pessoas neste processo por meio de atendimentos e constatando a cada dia esta afirmação. Acalme-se e diga a criança: você pode ficar aí gritando ou se aclamar para podermos pensar o que faremos de divertido em casa. Mostre a criança que existem outras possibilidades. Sempre claramente e com poucas palavras. Quanto menor a criança, menos palavras. Até sete anos não conte com a lógica, seja clara na sugestão.

  • 3 – Repetir sempre que necessário

E você vai conseguir algumas vezes, outras não, mas vai aprendendo o seu modo de comunicar com seu filho de uma maneira assertiva que gere aprendizado para a vida. Mas não se esqueça, terá que repetir muitas, muitas e muitas vezes. Temos a cultura da pílula mágica. Fique atento, não é bem assim, trata-se de um processo. Como quer que ele seja capaz de construir uma vida, uma carreira se ele não passou por construção de processos na infância? Você pode achar que a pílula mágica é o mais fácil hoje, mas certamente não terá sido o melhor para o futuro. Este artigo é minha contribuição, pois acredito que se a maioria dos pais tiverem acesso a mais informações, farão melhores escolhas.

  • 4 – A natureza é um mestre sábio

A cada dia nos afastamos mais da natureza. A Quântica traz a perspectiva da sabedoria da natureza e não a vê como objeto a ser conquistado. E criança pode aprender muito com a natureza. Ela aprende a respeito de limites, de que existe tempo para tudo, a contemplar e se acalmar. Explorar o mundo é especialidade da criança. Ela testa hipóteses a todo momento. Portanto crie oportunidades de brincadeiras e contato com a natureza. Brincadeiras como esconde-esconde, pega-pega, bola, subir em árvores. Qualquer atividade que ela possa experimentar o aprendizado com o corpo. Estudos demonstram que meninos costumam ter maior facilidade com a alfabetização matemática porque estão mais livres para explorar o corpo. Este estudo demonstra a ligação entre o aprendizado da matemática e a exploração do corpo. Matemática não se restringe a números como nos ensinaram. É a arte de se fazer relações. É uma habilidade que dá poder aquele que a possui. Nossa sociedade está escolhendo patologizar a infância sem ter noção das consequências. Uma criança que está o tempo todo em frente à televisão, tablete, vídeo game, não está desenvolvendo seu pleno potencial e isto se revela na adolescência. Deixe que seus filhos brinquem e tenham contato com a natureza.

  • 5 – Deixe de ser fascinado pelo erro.

Seja em casa ou na escola muitos de nós tem fascinação pelo erro. E a criança cresce com medo de errar. O errado em vermelho na prova, o castigo por uma palavra mal colocada. Comece a olhar os erros como oportunidades. Os erros fazem parte de qualquer processo e podem ser transformados em coisas a serem escondidas ou em oportunidades para se fazer melhor. Seu filho bateu em você? Que tal demonstrar como se sente? É claro que pode colocar que isto não é aceitável para você e impor limites. Os limites são importantes, mas precisa ser mais do que isto. É preciso gerar aprendizado de fato.

Vou contar uma história de Thomas Edison, inventor da Lâmpada. Um repórter foi entrevista-lo logo quando conseguiu completar o projeto e lhe fez a seguinte pergunta: Como se sente tendo errado 1000 vezes antes de conseguir? Thomas Edison sabiamente respondeu: Eu não errei 1000 vezes, a lâmpada é uma invenção de 1000 passos.

  • 6 – Criança aprende vivendo

Deixe que ela brinque, explore o mundo, se expresse! O que você quer? Um robô ou um ser humano? Alguém que expressa com verdade ou imita os padrões? Já parou para pensar o que o sistema educacional tradicional de ensino faz? Ele treina seu filho para ser um bom funcionário, um bom repetidor, imitador. O mundo contemporâneo pede criatividade! Precisamos de gente que faz relações complexas, se relacione bem, saiba trabalhar em grupo. Imagine novas soluções! Como fazer isto se não tem mais contato com o seu interior? O ego é colocado no lugar de gerenciador de nossas vidas para que possamos dar conta de ser quem não somos. De ser massacrado, podado, alienado da própria essência. Criança não precisa do tablete de última geração, ela precisa ser feliz. O que gera maior felicidade, brinquedos comprados ou os momentos que passam juntos? Brinque com seu filho, explore as possibilidades com ele, o conheça, olhe nos olhos.

 

  • 7 – Time out

No Brasil a tradução é Castigo mesmo, ou seja, punição. O time out foi concebido para ser um tempo, para pais e filhos. Um tempo para respirar, mudar o sinal, um tempo, não castigo. Darem-se um tempo pode fazer toda a diferença. Se está se descontrolando, saia de cena e depois retorne para que possa acontecer o aprendizado. E o que estão aprendendo? A se relacionar. Olhe nos olhos de seu filho, diga claramente como se sente, ajude-o a nomear o que sente. Seu filho se descontrolou? Olhe nos olhos dele e diga, assim que se acalmar conversamos, assim não entendo o que diz. Respirar pode ajudar. Quando se acalmar é só me chamar.

É claro que é um processo, mas que valerá ouro na adolescência. Todas estas atitudes são desenvolvidas e aprimoradas conforme vão sendo usadas. Cada família descobre sua maneira e da sua cor ao processo. É um processo vivo, sempre em desenvolvimento e transformação. Costumo dizer que os resultados falam por si mesmo. Amar seus filhos é mais do que dar presentes caros, escola particular é dar amor. E amor não tem nada a ver com não impor limites e não ajudar no processo de desenvolvimento. Quem ama está disposto a estar presente, se importa. Importar, como disse o Professor Mario Sérgio Cortella, é trazer o outro para dentro. Os Florais de Bach podem dar um suporte neste processo. Tem conteúdo gratuito para seu filho escolher as gotinhas de flor dele.

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